terça-feira, 11 de agosto de 2009

Henry Miller






"Sempre achei que a arte de contar histórias está, principalemnte na capacidade de estimular de tal maneira a imaginação do ouvinte, que ele acabe mergulhando em suas próprias divagações bem antes do final. As melhores histórias que ouvi não tinham o menor sentido, os melhores livros aqueles que jamais consigo lembrar o enredo, as melhores pessoas aquelas com quem não se consegue nada, em tempo algum."

"(...) andara durante tantos anos como se estivesse num labirinto: ninguém poderia ter escolhido caminho mais cheio de circunlóquios que o meu. Experimentei todas as alegrias, todos os desesperos, mas nunca conheci o significado da paz. Destruíra todos os meus inimigos um por um mas sequer reconheci o maior de todos: eu mesmo. (...)Ser livre, como, naquele momento eu senti que era, e chegar à conclusão que toda conquista é vã, mesmo a conquista do próprio ser, que é o ultmio ato de egoísmo. Ser feliz é levar o ego ao ápice e entrega-lo triunfalmente. Conhecer a paz é mais: é o momento seguinte, quando a rendição é completa, quando não há sequer a própria consciência dessa rendição."

Henry Miller

domingo, 9 de agosto de 2009

Le Loctaire












































Me diga, em que exato momento, um indivíduo deixa de ser o que é...
Se corto meu braço, digo: "eu e meu braço"...
Se corto meus dois braços digo: "eu e meus dois braços"...
Tiro...meu estômago...meus rins...presumindo que isso seja possível, e digo:
"Eu e minhas entranhas" Está entendendo?
E agora, se me cortar a cabeça...Eu diria:
"Eu e minha cabeça" ou "eu e meu corpo"?
Que direito tem minha cabeça de se apelidar eu mesmo?
Que direito?
(Le Locataire -1976 - Roman Polanski )

sábado, 8 de agosto de 2009



(...)Declarar-se livre é uma grande arrogância; pois se revela ao mesmo tempo o desejo de mandar em si mesmo e quem permite isso? Aos meus amigos, os jovens poetas, digo o seguinte sobre o assunto: agora vocês ainda não têm propriamente norma, e devem dá-la a si mesmos. Perguntem-se a cada poema se ele contém uma vivência, e se tal vivência os faz progredir.
Vocês não progrediram se continuam chorando uma amada perdida pela distância, infidelidade ou morte. Nada disso tem valor, ainda mais se sacrificam assim habilidade e talento.
Uma pessoa resiste atendo-se à vida que continua, e se testa nas ocasiões propícias, pois é então que provamos estar mesmo vivos, e, numa consideração posterior, se estávamos vivos em certo momento.
Goethe.